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Blog de Jacqueline Torres


 

Fotografia: Luiza Helena de Jesus

A PRAÇA

 

A praça está vazia

a grama assanha-se com as folhas secas

Não há casais namorando

Não há crianças brincando

A praça está vazia

Vem visitá-la apenas os pardais

e a chuva que vem sentar-se nos seus bancos

e o vento que continua eternamente soprando

            desalinhando a cabeleira das árvores

e enchendo de folhas secas o assanhado da grama.

 

( Jacqueline Torres - 12/12/08 )



Escrito por jacquelinelenin às 14h23
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OS SONHOS E OS CARROS

 

Os carros passam velozes

                        ao meu lado

Vejo que meus sonhos

                        vão no trote urgente de suas rodas

Só os meus pés

                        caminham

 na lentidão

                        de um burro velho e cansado.

 

                         ( Jacqueline Torres )




Escrito por jacquelinelenin às 14h13
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PENSA

" HÁ QUEM PASSE PELO BOSQUE E SÓ VEJA LENHA PARA A FOGUEIRA. "

                                    ( Tosltoi )

" Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir. "

                                   ( Sêneca )



Escrito por jacquelinelenin às 14h07
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MEMÓRIAS

 

Ouço o cacarejar calmo das galinhas

            num dialeto antigo e infantil

Tem cheiro de fumaça de lenha e de colchas de retalhos

Água doce e gelada despertando do sono morno

            descendo pelo o lajeiro

            sumindo no barro do chão onde morre.

O galo que canta hoje

parece-me fugido de um tempo bem distante

da efervescência de minhas felicidades

E o tesouro das lembranças reluz tão intensamente

                        que chega a queimar o peito

e pouco posso dividi-lo com os meus...

Manhãzinhas douradas cheirando a café preto coado

                        com bolachas brancas

Manhãzinhas com gosto de jabuticabas pretinhas

                        enfeitando os dedos, as palmas das mãos...

O crespo dos lajeiros,

                        o alastrado, os mandacarus...

De novo o cacarejar contente das galinhas,

                        o bem-te-vi...

A distância os braços quentes de minha avó

São tão quentes como minhas lágrimas solitárias e passageiras,

                        assim como eu mesma pela vida ligeira

                        que me transporta pelos dias

pra dias que hoje me parecem paises distantes

pra terras em que não hei de voltar...

Sonhos de doce de leite

                        despertos, ora vejam,

                                   pelas galinhas...

( Jacqueline Torres - 01/08/07 )



Escrito por jacquelinelenin às 14h03
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