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Blog de Jacqueline Torres


POEMA

E eu que tola fechei as portas

e cerrei as janelas

e me guardei no último quarto, na última sombra

e cobri-me com a monótona manta da conformidade,

                   opaca e muda...

E viestes e abristes habilmente uma lasca em minha janela

e precipitastes cheio de luz o meu recinto

e relutei em ver a luminosidade doce que incendiastes no meu peito...

Tola relutei,

na teima assustada do descaso

Enveredastes pela janela e me fizestes o claro de espinhos

                   e flores espalmadas, no silêncio guardado

de minhas palavras gritantes e que as escondia de mim.

Enveredastes por minha janela

e de lá invadistes o território seguro de meu peito,

                   com teu olhar quimante

                   com teu riso de água.

E eu prendo-me agora no que escrevo

e esmoreço vendo a casa invadida de luz

e planto minha roseira ao pé de um vulcão

e alimento-a com lava e seiva rósea

Tola não me dou conta de que me nutro de uma fogueira...

E construo o meu poema

                   somente se tu me vens.

                            ( Jacqueline Torres )



Escrito por jacquelinelenin às 11h55
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