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Blog de Jacqueline Torres


POEMA

CAMINHO

Giselle - Tela - Michael Garmash

Ando um pouco entristecida com a vida

um pouco zonza,

um pouco falha...

À sombra das duas décadas e meia

                              me despeço

quando trago de longe o peito escuro e solitário

Não transcendo

não vôo, não caminho

Ando abstraída e indefinida

sozinha, triste e taciturna

Um pouco desacreditada

um pouco insana.

Quanto mais ando

                    mais me perco

quanto mais aspiro, mais esmoreço

Vem-me o mesmo desgosto

a mesma ironia -

e já não sou feliz.

Não serei mais.

Acostumada ando com estas sombras,

                             estes fantasmas

essa tristeza intrínseca e permanente.

Esta miséria costumeira - meu pesar.

ando um pouco enlouquecida

um pouco inerte e ainda humana

um pouco imóvel, um pouco de muitas coisas...

À sombra destas duas décadas e meia de delírios

                   não me sobra nada,

além de mágoas e de tristezas

Um pouco de martírio

e muito de adeus.

( Jacqueline Torres )

 



Escrito por jacquelinelenin às 10h09
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POEMA

NOTURNA

         Enlarge Photo               

Sou vigia da noite

sou coruja

          que vela noites de escuro

Sou rasga-mortalha que assombra

que assombra as sombras da noite

Sou guarda-noturno de quartos,

          de quartos pálidos,

          de quartos que pulsam...

Sou voz enfadonha de relógio

          e o inaudível pulsar cardíaco.

Sou a última estrela que sai -

          a primeira que foge

a estrela cadente que passa efêmera

          na noita que cai.

Sou vaga-lume das sombras dos arvoredos

da copa escura das árvores dos quintais...

Sou vigia da noite...

e vago como os fantasmas

esmiuçando os minutos

brincando com os ponteiros,

velando o sono dos outros.

Sou da noite, não do dia

Sou da lua, não do sol

Sou noturna como o mistério

Sou silêncio...

Sou como a hora arrastada

Sou como a noite,

          tão só...

( Jacqueline Torres )



Escrito por jacquelinelenin às 09h48
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