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Blog de Jacqueline Torres


CONTO

Foto: Francisco Souza

 

AMPLIDÕES

 

 

 

 

 

Escorou-se no vão da janela aberta pro fim da rua. Para os casebres que pelejavam em existir na sequidão da fome e do chão seco forrado de basculho e cascalho. O chão das vias sem fim. Espiou vagarosamente com os olhos estreitos abraçados pelas lágrimas, visões passadas. Dias que ficaram lá para trás. Em ontens muito distantes. Em saudades sem cores. Em dissabores e penas tantas.

Valdirene via o giro alumiante e cegador do solão lá no alto, engolindo as sombras magrinhas e assustadas. E, antigos malassombros faziam munganga na vaporização que tremia. Que confundia a alma. Valdirene retornava ao tempo com seus pais. Tempo de desabrocho, de vontades e de sonhos puros. Tempo que a dementice negava desilusão e nas asas dos sonhos idealizava exílios para o coração. Longe, bem longe daquele fim de mundo onde o Cão perdeu as esporas.

Era ainda menina quando os sobejos do peito lhe atazanaram a paz. O juízo fazia corrupio no quengo e ela se julgava adoidada. Não lhe parecia que alguém imaginasse a vida como ela. Despanaviadamente.

Pôs-se a se encantar, por qualquer desgrama de homem que a cegueira lhe traçasse perfil de príncipe...

 

O São João era chuvoso. A fogueira ardia com dificuldade sob a librina teimosa e Valdirene fincava no tronco verde da bananeira faca virgem comprada na última feira. Olídia lhe acompanhava. Avalizava a besteira. O pai reclamou o passeio sem cabimento e sem proveito às bananeiras do oitão da casa aquela hora. Debaixo de chuva, inda mais.

Tudo era merecedor do sacrifício. A superstição traria a sorte do nome de seu homem.

 

Se aquela era a letra, ou era letra, desconfio. Mas, Valdirene e Olídia enxergaram na mancha leitosa na lâmina, um S... Traria a graça Sebastião... Salustiano... Severino... Silvano, Olídia achou mais provável. Era nome mais vistoso e moderno, mais do que esses nomes encontrados em almanaque do Biotônico, Sadol, ou sei lá mais o quê. Valdirene se ria toda. Já quase via o dono do nome.

 

Correu os dias e uma rezadeira forte lhe botando fora os olhados da lindeza que a natureza lhe despojara na pequena figura, espiou-a bem dentro dos olhos. Escorou no quadril largo a mão cheia de anel de acinique, pendendo um molho murcho de alecrim e preveu com voz fanhosa. Deitou fora sua sina. “O homem que lhe teria de conquistar era alto. Forte. Vinha de longe”. Perguntou de onde. A benzedeira não podia também ser tão direta. Assuntar com as fontes divinas que lhe mandavam as informações de onde vinha o fulano não era de acordo. Mas via uma letra de nome, pela luz que a Virgem Imaculada (Madrinha de pia de Valdirene) lhe pusera nas vistas. “Era um A!”. Um A? Ôxi, e o S da faca? A benzedeira neta de cigano enfezou-se. Não era cega. Afirmou a letra. Tal qual a cangalha dum bode. “Vejo tu im vistidura alvinha alvinha. Sem pinura, sem grião, sem sufrimento. Percure, mia fia. O moço tá de espera. O Raivoso num há de te pô mau insejo nem dificulidade nesse casório.”

 

Mais tarde um cego cantador, garrado de sua viola no afã de uma esmola, cantou-lhe um mote: “É a beleza dos amor de te sorrir, nesse mundo largo só de fulô singi teu camin cum custura de fogo, cum moço caboco qui longe num tá, mas ali, bem perto de ti, morena bunita.” Êita véi cego da gota! Via-lhe a boniteza com os olhos no breu. Depois dos trocados ganhos de Valdirene ainda emendou: Ele tá bem à mão, pertinho, pertinho. Danousse! O diabo do cego dizia coisa diferente da rezadeira. Em quem acreditar? No coração.

Deixou-se esquecer das profecias. No mesmo dia enfeitou-se de ruge, um vestido com uma lapa de bordado que tomava o peito todo. Bico por tudo que era canto. Atrás das orelhas, nos sovacos e no meio dos peitos derramou um frasco de perfume forte e abriu para a Procissão da Virgem da Conceição, sua Madrinha. Era, então, dezembro. A cidadezinha festejava a sua querida Padroeira.

E o destino estava de bote armado. Um quixó colocado bem embaixo de suas ventas.

 Na maior risadagem com Olídia, virou na roupa domingueira dum sujeito um copo de cajuína. E o coração gemeu vendo os olhos do cabra sarará a sua frente.

Não era alto. Não viera de lugar mais distante do que o Sítio das Coité. Não era vistoso. Não trazia sua graça escrita com S ou A, como previu a faca e a rezadeira. Genilson era nome de Pia. Escolhido pela mãe. Nem nome, nem alcunha assinava o portador. Era analfabeto de pai e mãe. Ignorante e desavisado pra vida, nunca vira futuro em estudar. Se bem ou mal comia, o resto era coisa que não lhe fazia falta.

Jogou gracejo, acerou a atenção de Valdirene e, aluada, feito quem se ver presa num redemoinho, caiu na emboscada que o cabra armara na vozinha fonhem. A bandinha executava um dobrado e Valdirene dobrava as esquinas e debandava no destino.

 

O pai lhe pôs tocaia. Distratou-a de cachorra doida, de quenga, de nome feio que arrepiava cabelo de beata. A mãe teve um passamento. Os irmãos queriam lhe dar uma surra de vara. Duas irmãs viraram-lhe a cara. Era uma vergonha! Nem Olídia quis mais conversa com ela para não ficar falada.

O juízo de Valdirene friviando na trovoada da paixão nem deu importância com o esbandalho da família.

E seu Estevão para não acoitar o desmantelo da filha mais nova pensou em enxotá-la de casa. Ameaçou. Talvez intimidasse a doida e ela deixasse aquela trepeça. Cachaceiro infeliz!

Perdeu o tempo e a saliva. Valdirene ganhou a noite e foi para os rela-buchos onde quer que houvesse um. De um deles não voltou. Genilson socou a miserável que vivia com os dentes no quarador, dentro da casa da mãe. Onde comem dez, onze comem também. Casamento era coisa sem futuro. Era só se amigar e pronto! Se Genilson queria assim, assim faria. Amigou-se.

Os dias eram de cantiga. Genilson não bebia. Era só de xamego a vida de Valdirene. Passou a nutrir uma raiva de doido pela própria família. Corria para não peitar com um deles em dia de feira. Mesmo a mãe não lhe inspirou compaixão. O pai? Queria vê-lo seco numa cama. Os irmãos? Três defuntos sem enfeite comendo terra. E as irmãs que se danassem para o inferno. A sogra era a mãe que precisava. O magote de cunhado que tinha, sua família. A mundiça estava de canga e corda com Valdirene.

Espiava agora, da janela lembrando dessas coisas. O sol torrando o mundo e o juízo doido vendo sua mãe dançando um coco com seu pai e a rezadeira. Até sua sogra defunta feia que só ela, batia o pé no chão dando pinote com os seus defuntos risonhos. Chorava então, feito criança. Reparava o céu tão azulzinho querendo perder de vista aqueles malassombros que lhe incomodavam e quando os olhos caiam no terreiro de novo lá via os defuntos velhos brincando de roda com seus quatro filhos mais novos. Lá no canto, debaixo do mulunguzeiro avistou Maria Ivanise de quatorze anos e uma barriga de cinco meses. Os olhos perdidos muito longe no fim da rua. Era analfabeta tal qual o pai. Só não trouxera a voz fonhe do traste. Mas, até o cabelo era ruim.

Espiava a filha, triste, enquanto se pensava avó d’algum pobrezinho que o pai dera no pé depois de desgraçar aquela criatura. Se não fossem as cachaças de Genilson entocando dentro de casa todo tipo de malfazejo. Se não fosse desprovida de juízo Maria Ivanise desde que lhe aparecera os peitos de pitomba... Se não tivesse sido criada dentro da casa da avó com aqueles arranca-rabos da mulesta... Se não tivesse sido ela doida demais se acoitando com aquele cabra sarará que lhe parecera o céu e que se tornara o seu inferno... Se...

A alma penada de sua mãe, agora lhe olhava triste, triste de dar dó no coração e a sogra fazia munganga feito o Cão Tinhoso. Os malassombros deixaram de dançar coco e só a rezadeira filha de ciganos ficou rodopiando feito redemunho e dando gaitada dela.

O céu lhe pareceu pouco e a vida curta feito a saia de Maria Ivanise. O coração lhe pareceu imenso e a alma tão grande que lhe escapou pelas ventas e misturou-se com o cheiro da terra com o vento que zumbia nos panos das saias das defuntas e na aba larga do chapéu do finado Estevão.

De repente aquele furdunço teve fim. Chegava aos tropicões vindo sabe lá Deus de onde, Genilson. Xoxo feito um pinto com gogo, bêbado e acabado. Parecia um velho maltrapilho. Chutou o cachorro da casa e berrou um monte de besteira com o animal. As crianças brincando de roda no meio da poeira nem se espantaram com a chegada do pai. Era assim, todos os dias...

 E, da janela Valdirene via sua vida em retalhos, soprados por uma ventania perder-se pelas amplidões de seus remorsos.

 

 

 

 

 

 

(06/09/00 – 20/03/05)         



Escrito por jacquelinelenin às 12h10
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PENSAMENTO

" NADA DE GRANDE SE FAZ SEM PAIXÃO".

( Hegel )



Escrito por jacquelinelenin às 16h21
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PENSAR

" AQUI TAMBÉM ESSA DESCONHECIDA

E ANSIOSA E BREVE COISA

         QUE É A VIDA. "

( Jorge Luis Borges )

         



Escrito por jacquelinelenin às 16h18
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POESIA

" Então pintei de azul os meus sapatos

Por não poder de azul pintar as ruas

Depois, vesti meus gestos insensatos

E colori as minhas mãos e as tuas. "

( Carlos Pena Filho )



Escrito por jacquelinelenin às 16h15
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CONTO

O NOIVO

 

 

 

 

 

Flora levou oito longos anos para decidir casar com João Silva. Relutou até que não lhe foi mais dado o direito, nem motivo de recusa.

Deleitou-se com as amigas mais íntimas, Inácia, Gorete e Fidélia, e lá pelo sexto copo de vinho declarou não suportar o noivo. Principalmente o rito que ele tinha no olho direito sempre que sorria. Chafurdou a imagem do pobre diabo e riu-se à larga da vontade na companhia das aliadas. O chá-de- panela foi a justificativa para a bebedeira. Se ganhou seis lembrancinhas, ganhou muita coisa. Mesmo porque, não se fazia necessário, já que João Silva vinha comprando de um tudo, desde a terceira semana do namoro, quase uma década atrás. Algumas coisas haviam desvanecido da moda, é verdade, tanto foi o tempo, porém, ele possuía todas. E, sem ajuda ou opinião da noiva, que por isso não tinha o menor interesse, montou toda a casa. Considerando que, não aceitou, mediante seu orgulho de provedor, nem casa alugada, nem quarto amplo junto dos sogros. Construiu uma boa moradia na parte elevada da cidade, e colocou o quarto de casal virado para o nascente, já que à noiva pouco importava sua localização. Pintou a casa de azul e se tivesse pintado de rosa, amarelo, verde para homenagear Machado, ou qualquer outra cor, nada Flora teria dito. Angustiava-se o pobre infeliz, todavia, na cegueira da paixão, do amor arrojado que sentia, relevava: “A tensão pré-nupcial é que a deixa assim... Ela tá adorando tudo!” Dizia ele aos familiares e amigos. Inácia, Gorete e Fidélia trocavam olhares quando o escutavam falar essas coisas. Davam risinhos e cochichavam entre si.

 

Nem marcara o relógio vinte e duas horas, João despediu-se de sua noiva no portãozinho do jardim. Algumas horas apenas, separavam-no da esposa. Não conseguia imaginar que às dez horas do dia seguinte estariam abençoados pelo Santo Sacramento do Matrimônio. “Ela precisa descansar”. Dizia o mesmo. Pois, assim como ele, ela devia estar excessivamente tensa. Julgava ele. Somente. Um beijo ligeiro, feito quem está perdendo o trem, feito quem se despede de quem não se conhece direito, foi tudo. Todavia, João conformava-se sempre: “Era a tensão!” Anos a fio aqueles afetos insossos... Mas, “era a tensão!” Pensava.

Flora ficou olhando o homem indo embora, quase correndo pela calçada.

─ Ôh lástima! Resmungou e entrou para casa.

 

O dia amanheceu dourado. Pardais fazendo festa trilavam em alvoroço na alta cumeeira da casa, nas janelas, nos arbustos do jardim. O pai da noiva lavava o rosto recém-barbeado, na água gelada e em bacia de ágata no alpendre do quintal. Parentes espreguiçavam-se nas camas. Passavam a ferro peças de roupa. Engraxavam sapatos... Tudo parecia ter ficado para o último instante. E a noiva? Coitada, cansada, ainda dormia! Nada de desespero! Aconselhava uma tia solteirona. Tão logo ela acordasse em pouco tempo ficaria arrumada. Gente para ajudá-la era o que não faltava. Vinte minutos de tolerância, foi o tempo dado pela mãe ao sono de Flora.

Era hora de acordá-la! Contados os minutos no relógio com testemunhas presentes, bateu pancadinhas leves à porta do quarto e anunciando a sua presença, a mãe empurrou-a abrindo.

A cama estava feita. Lençol estendido, liso, liso. Repararam o quadrado do aposento. Caso não estivesse trancada no guarda-roupa ou dentro do baú, Flora não se encontrava ali. Virgem Santíssima! Teria ido dormir com o noivo como fizera a filha de dona Guilhermina?! A mãe sentiu uma zonzeira. Corre daqui, corre de lá, procura por dentro de casa, no quintal e em cinco minutos havia se instaurado um caos. Já batiam à porta das casas dos vizinhos que não seriam convidados para a festa. Alguém levantava da cama, Inácia, Gorete e Fidélia atrás de notícias da noiva. O alvoroço era de causar dó. A mãe lastimava: meia hora antes das dez, Joselino, grande amigo de João e padrinho de casamento, chegaria para levar a noiva à igreja. E, onde estava a noiva?

 

A cozinha havia parado a produção para o almoço. As carnes temperadas em panelas fundas, deixavam a fervura. Os tachos com arroz e macarrão, abandonados sobre a enorme mesa da copa fazia ver apenas um detalhe do que se tornaram os preparativos para o grandioso almoço que sucederia a cerimônia. As cozinheiras tiravam o Terço pedindo, já, os auxílios do Céu através de santo forte, Santo Expedito... Santa Rita de Cássia... Santo Antônio (o santo das coisas perdidas)... Onde fora parar a noiva?

 

E para pôr fim ao desespero da família, chegou estabanado o noivo, avisado por terceiros do sumiço inesperado de Flora. Igual a um pé-de-vento, atravessou a casa abarrotada de gente que reclamava uma solução àquela espantosa situação. Precisava ver com os próprios olhos o quarto da sua noiva. Crer no que lhe diziam os “futuros” sogros, pois até aquele instante nada fazia sentido para ele.

Assim como entrou na casa, entrou no quarto. E, foi de desolação o aspecto da cama com o forro tão esticadinho. Se ao menos estivesse amarfanhado... Contudo, o que os outros pares de olhos não viram os seus olhos aflitos encontraram. Junto à cabeceira da cama, um pequeno envelope. Deu de garra do mesmo e nem conseguiu abrir, rasgou-o. Uma folhinha de papel de seda esmeradamente dobrada, traspassava a bela caligrafia da noivinha. Abriu-a com o temor dos condenados diante do cadafalso...

 

“Imburana, 12 de outubro de 1982. Mais abaixo: Caro João Silva, É com extremo pesar que lhe faço sabedor de minha decisão. Já pensada e repensada há um bocado de tempo. João, num é que eu lhe queira mal não, mas é que eu acho que eu e tu num dá certo se casando. Estimo dona Filó vossa mãe, e estimo ainda a alma do finado teu pai que Deus o tenha no reino da glória. Sei também que botam gosto no nosso casório, os meus... Nesse ponto, João Silva já tremia as mãos, pálido e de olhos arregalados: Mas, num lhe tenho tanto bem pra ser sua mulher, assim, pedindo que você João, me entenda e num me leve a mal, vou me embora de Imburana com Joselino que é pessoa de sua confiança e de seu gosto. Sem mais para o momento, desejo a você João, felicidade. Flora Aguiar Pinto.” A folha amassou-se entre os dedos descorados do homem. O rosto ficou rijo e ele foi-se embora assim como chegou. O que foi?! O que ela escreveu no papel?! Pra onde ela foi?! O que está sucedendo, minha gente?! Perguntas que ficaram sem explicação. João nada disse a ninguém.

...........................

 

Vendeu tudo o que tinha na casa, inclusive a casa, e tomou de cachaça.

 

Três anos depois, uma carta de Flora com carimbo de Pirapora do Bom Jesus, comunicava à família que era viva ainda, que tinha três meninas e que Joselino comprara um caminhão. E, João? O que era de João? O remorso ainda lhe tirava o sono vez ou outra... Por isso queria saber dele.

Sabendo da missiva, o ofendido angustiou-se ainda mais: Pois bem, disse a quem lhe dera as notícias da antiga noiva, aquela miserável num há de dormir é mais dia nenhum na vida! Vaticinou. Cuspiu no chão do botequim e foi-se embora cambaleante.

 

Na manhã seguinte, sua velha mãe encontrou-o duro e gelado ao lado de uma garrafa de aguardente, vazia, e de um pacote de veneno de rato... Os dedos férreos sustentavam o copo, rígidos, como sustentaram naquele dia a carta de Flora.

 

 

 

 

 

 

 

(Jacqueline Torres)



Escrito por jacquelinelenin às 16h12
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Poesia

Grandeza de Flor

" PERCEBO DOLOROSA E TÃO RIDENTE

               QUE SOU EU

                      MAIOR QUE A VIDA

E NÃO SOU NADA."

                    ( Jacqueline Torres )



Escrito por jacquelinelenin às 15h40
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FRASE

" Nada envelhece tão rapidamente quanto a felicidade".

            ( Jean Valjean - Os Miseráveis )



Escrito por jacquelinelenin às 15h38
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"Eu pronuncio teu nome

                    Nesta noite escura,

E teu nome me soa / Mais distante que nunca

Mais distante que todas as estrelas/

E mais dolente que a mansa chuva."

                     ( Frederico Garcia Lorca )



Escrito por jacquelinelenin às 15h35
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POEMINHA

"EU QUERO UM COLO ARDENTE,

               UMA VOZ PUNGENTE

QUE ME ENGULA O OUVIDO

QUE ME SUSTENHA AS MÃOS

               QUE ME PREENCHA OS VÃOS

DO MEU CORAÇÃO SOFRIDO".

              ( JACQUELINE TORRES )



Escrito por jacquelinelenin às 20h02
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POEMA

Como dói o amor!

Como dói viver!

Eu quero ser nuvem

quero ser brisa...

             pra logo deixar de ser

pra passar serena e lépida

             e não sofrer mais

desaparecer aos poucos como fumaça

sem deixar rastro

sem deixar lembranças...

 

Como dói o amor...

Como dói...

              ( Jacqueline Torres )



Escrito por jacquelinelenin às 19h56
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POESIA

"Pensava em ti nas horas de tristeza,

Quando estes versos pálidos compus,

Cercava-me planícies sem beleza

Pesava-me na fronte um céu sem luz.

Ergue este ramo solto no caminho.

Sei que em teu seio asilo encontrará.

Só tu conheces o secreto espinho

Que detro d'alma me pungindo está."

                    ( Fagundes Varela )



Escrito por jacquelinelenin às 19h40
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